ETERNOS CVs: Natanael Lucas


Escrito por Cecília Gushi

Sim meus caros, os papéis se inverteram. O antes entrevistado agora assume o papel do entrevistador. Devo lhes dizer que fiquei mais do que honrada com o convite. Sei que o "sangue jornalístico" não corre nas minhas veias com a mesma vivacidade que acontece com o nosso mais do que querido entrevistador. Mas prometo CVs, darei o meu máximo. 
Nosso entrevistado de hoje é fã de Jason Mraz e Adele; um devoto nato da Pink; potteriano assumido; Lost maníaco; fotógrafo e ilustrador; exímio escritor e criador da diva Laurie Blue; futuro jornalista e, dentre tantas outras características, é, acima de tudo, um AMIGO PARA A VIDA TODA. E é com um sorriso de orelha a orelha que hoje entrevisto ele, nosso futuro Willian Bonner: Natanael Lucas.



Para não perder o costume, como anda a vida pós-CV?
Natanael: Onde começar? Pois bem, depois do CV eu fiquei igual a Bela quando o Edward foi embora, tá, brincadeira. Mas foi mais ou menos assim. Fiquei perplexo e assustado. Não sabia que tudo o que eu tinha aprendido seria TÃO útil pra mim e como a saudade daquela época iria ser tão grande.
Terminei o médio e parti para Curitiba buscando meu sonho (escondido) de ser jornalista. E logo de cara (sorte mesmo) consegui um estágio no canal de TV Educativa do Paraná. Foi ótimo!
Quando o estágio terminou, procurei um novo emprego e adivinha? Web Designer! Justo a matéria que eu adorava matar aula, heheehe, brinks Hugo! 

No que o curso de Comunicação Visual te ajudou?
Natanael: Ajudou em tudo, desde a percepção de como estruturar uma peça gráfica até tirar fralde de nenê. Mas sério, como ajudou!
Eu lembro que enquanto estudava, nas aulas, cada palavra, de cada professor era um vislumbre, uma espécie de profecia, eu sentia que lá na frente eu usaria cada segundo. E hoje eu ganho dinheiro com isso, então, não tem nada melhor do que trabalhar e se divertir, pois isso é o que conta pessoal! 

O que mais sente saudades no Poli?
Natanael: Da Silvana. TÁ, mais uma brincadeira, prometo que eu paro. 
É mais fácil dizer do que eu NÃO sinto saudade. Sinto saudade de como era gostoso andar com os colegas pelos corredores, abrir o armário correndo para pegar um livro que eu tinha esquecido, matar uma aula para jogar vôlei, comprar um refri no intervalo, jogar xadrez na biblioteca, falar mal da gráfica com os colegas, jogar bolinha de borracha na Débora, participar de um truco às "escondidas" durante as aulas, gritar um "SEIS" bem alto sem se importar com ninguém, comer no posto antes do técnico, esperar o ônibus.... (lista infinita)

Continuando nesse clima nostálgico, relembre os acontecimentos mais memoráveis que você viveu enquanto cursava CV.
Natanael: Memoráveis não! ÉPICOS.
Lembro de quando a Karina contou uma piada super sem graça e TODO MUNDO ficou naquele breu de "ok, não acredito que ela contou isso" em seguida as risadas mais altas do mundo surgiram por toda a sala. 
Não posso deixar de dizer que a nossa primeira aula com o Hugo de Lima, foi sem o Hugo de Lima! Pode? Assistimos um filme chamado "Ensaio sobre a Cegueira" e ficamos xingando o professor até o fim devido às cenas fortes do filme. Mal sabíamos que o tal Hugo seria um dos melhores professores do mundo que iríamos conhecer.
Mas o que marcou mesmo (pelo menos pra mim) foi quando iríamos ter uma aula com a Patrícia Scalon no auditório, porém ficamos entrevistando todo mundo da sala, no estilo Marília Gabriela, esse dia, acho eu, foi um dos melhores dias do curso. 

Você permeia por diversas áreas: Literatura, Jornalismo, Fotografia e Ilustração. Quais são os artistas em que você se inspira ou admira?
Natanael: Permeio não, eu tento!! hehehe Mas enfim, os artistas que me inspiram na literatura são Carlos Ruiz Záfon (A Sombra do Vento), no jornalismo Truman Capote, na fotografia Markus Reugels e na Ilustração são tantos que nem sei começar... hehehe A Débora da nossa sala! Incluindo a Carol Pizeta (adoro o estilo dela), sou apaixonado pelo Hiro, e pelo traço irônico e infantil do brasileiro Attilio.

Que mensagem você deixaria para os que ainda estão cursando, para os colegas distantes e para os professores?
Natanael: Para os que estão cursando: cursem! Aproveitem cada segundinho, façam careta para o Hugo (ele adora), exagerem nas aulas, busquem um estilo próprio e acima de tudo, vivam! O futuro será uma pérola depois do curso, pronta para ser usada e aproveitada.
Para os colegas distantes: Eu não consigo deixar de ficar um momento sequer sem lembrar de tudo o que vivemos, de como o CV1, o legítimo CV1, era uma sala unida, apesar de cobaias do curso, conseguimos mostrar como uma turma que não vê diferenças consegue superar qualquer barreira. Eu lembro do nosso primeiro momento, das nossas apresentações individuais no primeiro dia de aula, e vou guardar aquilo para sempre.
Para os professores: Muito obrigado por tudo, tudo mesmo. Só com vocês que eu entendi o verdadeiro significado de ser aluno, amigo, paciente, esperto, guerreiro e acima de tudo um comunicador visual. Mais uma vez, obrigado.

E pra finalizar, uma música que você queira compartilhar no blog.
Natanael: Como eu não quero ver ninguém chorando, e sim celebrando. Vou de P!nk (AH SÉRIO): Raise Your Glass CVs!


Saudade define essa entrevista. Sem dúvidas Natanael Lucas é o melhor exemplo de um EternoCV. Mesmo distante fisicamente, está por dentro de todas as novidades do curso e faz o blog acontecer. "Que possamos diversas vezes nos encontrar pela primeira vez naquela biblioteca da escola Polivalente". Forte abraço em você, Nats, e em todos os CVs. Porque uma vez CV, SEMPRE CV! 

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